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O PRIMEIRO ESCÂNDALO FINANCEIRO DO BANCO DO BRASIL, 1808-1829

O PRIMEIRO ESCÂNDALO FINANCEIRO DO BANCO DO BRASIL, 1808-1829

By on maio 24, 2017 in Bancos, Brasil, Economia | 0 comments

O primeiro escândalo financeiro do Brasil: D. João VI abriu o Banco do Brasil em 1808 e D. Pedro I o fechou em 1829. Essa história, que está resumida em no livro “Dinheiro Podre” (Editora Matrix, 2016) de autoria de Carlos Daniel Coradi e Douglas Mondo, agora aparece detalhada em edição encontrada na Livraria do Senado, em obra de 1893. Não contente com minha primeira pesquisa sobre a vida inicial de nosso primeiro banco, e procurando uma literatura que detalhasse a sua fase inicial, achei o livro “Meio Circulante Nacional” na Biblioteca do Senado Nacional, escrito em 1893 por Amaro Cavalcanti¹, em dois volumes, sendo o primeiro para cobrir o período 1808 a 1835, com 329 páginas e o segundo, cobrindo o período 1836 a 1866 com 328 páginas. Para aguçar a perspicácia de meus leitores, copio abaixo um dos trechos desse livro na linguagem da ocasião, de  1893: “Contudo os accionistas embolsavam-se integralmente dos juros sobre todo o seu importe, de maneira que os seus ganhos erão enormes. Entretanto esses lucros e o systema de fraude adoptado não podiam por muito tempo fazer face às despezas extravagantes dos directores e dos outros empregados. Iludidos pelos recursos, que reputavam inesgotaveis, eles abandonaram as suas operações comerciais e adoptando os habitos da côrte, e um luxo com que a mesma nobreza não adiava deixar de competir.   I Finalmente, o thesoureiro abandonou a sua familia e evadiu-se para os Estados Unidos, levando comsigo até os fundos ele uma companhia de seguros, que lhe haviam sido confiados”  Para ler o restante dessa interessante pesquisa, acesse meu linkedin clicando no link abaixo: https://www.linkedin.com/pulse/o-primeiro-esc%C3%A2ndalo-financeiro-do-brasil-carlos-daniel-coradi?published=t ¹ O escritor Amaro Cavalcanti (1849 – 1922) era natural da então Provincia do Rio Grande do Norte, onde, após se formar em advocacia, foi designado pelo Presidente da Província para ir aos Estados Unidos da América do Norte, a fim de estudar uma reforma da instrução pública aplicável à província.  Aproveitando seu estágio na república americana, matriculou-se e fez o curso completo na Escola de Direito da Union University (Albany), no Estado de New York, formando-se na turma do ano acadêmico de 1880-1881. Depois de diplomado, foi apresentado à Corte Suprema e dessa recebeu o título de Consellor at Law,...

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DINHEIRO PARA MÉDIAS E GRANDES EMPRESAS VIA SECURITIZAÇÃO

By on mar 2, 2017 in Bancos, Brasil, Reestruturação | 0 comments

Há muitos anos a minha consultoria, a EFC Engenheiros Financeiros & Consultores estuda a obtenção de recursos financeiros através da securitização de recebíveis.  Estuda e obtém! Vou didaticamente explicar do que se trata: 50 anos atrás, americanos que acumulavam hipotecas em suas mãos, notaram que esses títulos em verdade eram um ativo precioso que estava parado, sem uso. E então, um deles, mais ligado ao mercado financeiro, percebeu que o pacote desses ativos poderia funcionar como uma garantia para títulos que então seriam vendidos ao mercado. Nasceu aí a securitização de recebíveis. “Security” em inglês significa título, ou de renda fixa ou de ações. No Brasil, a securitização de recebíveis (ou seja, o lançamento de títulos lastreados em ativos) é regulamentada pela CVM. Os ativos podem ser direitos de contratos (por exemplo de uma grande transportadora), recebíveis de uma escola ou faculdade, recebíveis de cartões de crédito, recebíveis de um consórcio de bens (carros, motos, casas, dinheiro), etc. No caso de consórcios, as cotas já recebidas devem pagar taxas mensais às Administradoras, e essas taxas e suas coletâneas ficam paradas nas mão dos “donos” dos consórcios. A EFC Engenheiros Financeiros & Consultores tem grande experiência na obtenção de recursos oriundos de securitização de recebíveis. Consultas pelo e-mail c.coradi@efc.com.br ou pelo telefone 11 98612 1264. Vejam nossos videos mais procurados: 1) Controles internos  https://www.youtube.com/watch?v=8T6nGFf4d4Y   2) Reorganização de Empresas à distância  https://www.youtube.com/watch?v=j-NgNoV-xDc  3) Recuperação Judicial – Aula Ao Vivo https://www.youtube.com/watch?v=NDlevvABrcE 4) Relatório Focus | Boletim Focus https://www.youtube.com/watch?v=8DbZ-cXjoLg 5) Governança Corporativa – Aula 1 https://www.youtube.com/watch?v=7EoeiUVfs9o...

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Escândalo na Caixa Econômica Federal

By on jan 18, 2017 in Bancos, Brasil | 0 comments

Os jornais dessa semana iniciada 16 de Janeiro de 2017 trazem em letras garrafais na primeira página o novo escândalo envolvendo a Caixa Econômica Federal  (CEF) e os nomes de Eduardo Cunha (hoje na prisão) e Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Temer e ex-vice-presidente da CEF cuidando de Pessoas Jurídicas. Geddel, como  Vice-Presidente da CEF,  tinha uma forte ligação com Cunha, que indicava as empresas de grande porte para obterem financiamentos favorecidos e isso feito, separarem uma gorda fatia para dividir entre eles, como “caixinha” pelos trabalhos prestados. O intermediário financeiro e amigo de Cunha era Lucio Funaro, também preso hoje. O Ministério Publico os acusa de formação de quadrilha Eu fico indignado porque a CEF é um banco que pertence 100% à União, sua única acionista. Ou seja, ela pertence aos brasileiros, mais do que a Petrobrás, já que esta é uma empresa de economia mista, que tem ações com direito a voto negociadas na Bovespa e nos Estados Unidos. A CEF pelo contrário só tem um acionista, em última análise o povo brasileiro. A história de descontrole da CEF é antiga: me recordo que, quando abri minha consultoria, a EFC Engenheiros Financeiros & Consultores e passei primordialmente me dedicar a analisar bancos e suas demonstrações financeiras (anos 90) vi com surpresa um balanço da CEF no qual o ativo não batia com o passivo e, por conseguinte a auditoria se recusou a assina-lo. Mais recentemente (2008 -2010) por “ordem” do ex Presidente Lula, a CEF entrou em um atoleiro, a CEF, através de uma coligada, adquiriu parte do Banco Panamericano, que em seguida quebrou, deixando um rombo (do Sr. Silvio Santos) de mais de seis bilhões de reais, após a “ajuda” do Fundo Garantidor de Crédito. Essa parte da história pode ser lida em detalhes em meu novo livro “Dinheiro Podre”, recém lançado pela Editora Matrix, em coautoria com o advogado Douglas Mondo. Tudo isso é lamentável. Com milhares de presos se amontoando em dezenas de cadeias, uns sobre os outros, decapitando dezenas de pessoas, jogando corpos em fossas. Com a prefeitura desalojando infelizes que, sem terem onde morar, fizeram casebres em terrenos de terceiros, e máquinas destruindo os barracos. Justiça social? Vergonha na cara? Onde estão...

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Banco Central acelera a redução da SELIC

By on jan 12, 2017 in Bancos, Brasil, Economia | 0 comments

Hoje, quarta-feira, 11 de janeiro de 2017, o Banco Central do Brasil surpreendeu os analistas e o mercado financeiro ao decidir pela redução de 0,75% na taxa SELIC, que de 13,75% ao ano passou para 13%. Imediatamente o Banco Bradesco informou que a partir do dia 16 fará uma redução geral nas taxas das operações de crédito, quer para pessoas físicas, quer para pessoas jurídicas, conforme publicado: Crédito pessoal Atual: de 2,84% ao mês a 7,78% ao mês Nova: de 2,78 ao mês a 7,72% CDC veículos Atual: de 1,65% a.m. a 3,66% a.m. Nova: de 1,5% a.m. a 2,99% a.m. Cheque especial Atual: até 13,55% a.m. Nova: até 13,49% a.m. Vejas as taxas nas linhas para pessoa jurídica: Capital de Giro para Micro e Pequenas Empresas Atual: 2,1% a.m. a 4,27% Nova: 2,4% a.m. 4,19% CDC Veículos Atual: 1,65% a.m. a 3,62% a.m. Nova: 1,59% a.m. a 2,99% a.m. Conta Garantida Atual: a partir de 1,65% a.m. Nova: a partir de 1,59% a.m. A redução do Bradesco foi imediatamente acompanhada por reduções nas taxas da Caixa Econômica Federal. Os demais bancos certamente seguirão o mesmo caminho, melhorando o cenário geral e acelerando a recuperação da fragilizada economia brasileira. Esse é o caminho para a volta dos empregos, tão esperados pela grande maioria dos brasileiros desempregados. Caro Leitor: Nós temos mais de 20 vídeos publicados, que podem ser vistos AQUI!  Gostou deste conteúdo? Comente e Compartilhe. Ficou com alguma dúvida? Acesse nossa página de serviços e conheça as soluções da EFC para a sua empresa. Meus contatos: Telefones: (11) 9 8612 1264 ; (19) 3213 2284 Skype: Coradi51 E-mail:  c.coradi@efc.com.br Até nossa próxima publicação! Carlos Daniel...

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História dos Bancos no Brasil – Parte II

História dos Bancos no Brasil – Parte II

By on jun 21, 2015 in Bancos, Economia | 0 comments

História dos Bancos no Brasil O caso da venda do HSBC– Parte II Em 19 de junho passado, publiquei a parte I do caso da venda do HSBC na qual recapitulei, usando partes de capítulo da História dos Bancos no Brasil  os primeiros eventos que levaram o “Hong Kong Shangai Corporation”  conhecido entre nós brasileiros como simplesmente HSBC a comprar a “parte boa” do Banco Bamerindus em 1997. Os jornais brasileiros realçam a História dos Bancos de nosso País e o interesse de várias instituições bancárias brasileiras e estrangeiras em adquirir o HSBC (ou pelo menos seus ativos): de fato, o jornal “O Estado de São Paulo”[3] destaca: “O Bradesco e o espanhol Santander lideram as apostas como possíveis candidatos para comprar a operação do britânico HSBC no Brasil, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Avaliado em cerca de US$ 5 bilhões, o banco, assessorado pelo Goldman Sachs, abriu alguns números para interessados, de acordo com as mesmas fontes, e estabeleceu junho como o prazo para envio de propostas. Nesta fase, os interessados manifestam o apetite pelo ativo e assinam um acordo de confidencialidade. O objetivo é concluir a venda em agosto. Mundialmente, o banco está envolvido em uma série de escândalos e tem apresentado fracos resultados financeiros. Além de Bradesco e Santander, olharam os números do HSBC, segundo fontes, o Itaú Unibanco e o BTG Pactual. Grupos chineses, o espanhol Inbursa e também o canadense Scotia Bank teriam avaliado a operação”.   Em minha opinião, nessa história dos bancos, há uma diferença estratégica entre o comportamento dos dois nomes que lideram as apostas: O Bradesco é um dos maiores bancos privados brasileiros, conhece a fundo nosso mercado, fala a língua de cada recanto do país, dos pampas gaúchos às várzeas da ilha de Marajó, onde pastam os búfalos; é um banco conservador, sólido, que caminha passo a passo, mas firme. O Santander é um banco espanhol de grande penetração na América Latina, e também internacional, de comportamento agressivo, típico do sangue ibérico; entrou no Brasil no leilão do Banespa; esse comportamento fica evidenciado pelo texto publicado à página 168 do livro “História dos Bancos no Brasil” que reproduzimos abaixo: “O leilão de privatização do...

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História dos Bancos no Brasil

História dos Bancos no Brasil

By on jun 18, 2015 in Bancos | 0 comments

“ História dos Bancos no Brasil ”[1] O caso da venda do HSBC Gostaria de falar sobre a história dos bancos no Brasil, e vou começar pelo Banco HSBC. A história do HSBC – em verdade, Hong Kong Shangai Banking Corporation – começa com o drama do Banco Bamerindus, que sofria com os boatos sobre a sua saúde financeira, desde a quebra do Banco Econômico, em agosto de 1995. Isso produziu a fuga dos grandes investidores e trouxe a falta de confiança do mercado, agravando seus problemas de liquidez. O HSBC já era um pequeno acionista do Bamerindus, mas quando a situação se agravou, foi “chamado” a adquirir a parte boa do Bamerindus, pois o Banco Central declarou sua liquidação extra-judicial no dia 26 de março de 1997. E dividiu o então Bamerindus em duas partes no modelo “goodbank” – “badbank”. O “badbank” foi para a liquidação comandada por um interventor nomeado pelo BCB e a parte boa passada para o novo sócio, o HSBC, que já detinha 6% de seu capital[2]. Para tornar viável a operação, foi feita uma injeção de recursos de R$ 5,7 bilhões do PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e Fortalecimento do Sistema Financeiro). O HSBC também capitalizou a Instituição em US$ 1 bilhão[3], sendo R$ 400 milhões pagos ao Senador José Eduardo de Andrade Vieira (PTB-PR), o então principal acionista do Banco. Além do Banco Bamerindus, outras empresas do grupo também sofreram intervenção: a Fundação Bamerindus de Assistência Social, Bamerindus Participações e Empreendimentos (BPE) e Bastec Tecnologia e Serviços Ltda. Com essas intervenções, ficaram indisponíveis os bens dos 65 controladores e administradores, inclusive do Senador e ex-Ministro da Agricultura José Eduardo Andrade Vieira, acionista controlador do Bamerindus e de Maurício Schulman, Diretor do Banco e também Presidente da Federação dos Bancos , FEBRABAN. O Bamerindus foi dividido em duas partes: a parte boa, que foi transferida para o HSBC, com ativos e passivos de R$ 10 bilhões, incluída aí a Corretora e a Seguradora, e a parte ruim, ou seja a massa falida, ficou sob intervenção do Banco Central, com ativo e passivo de R$ 5 bilhões. Além da empresa de papel e celulose, a Impacel, também incluída nesse valor, pois foi a origem de...

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