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História dos Bancos no Brasil – Parte II

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História dos Bancos no Brasil

O caso da venda do HSBC– Parte II

Em 19 de junho passado, publiquei a parte I do caso da venda do HSBC na qual recapitulei, usando partes de capítulo da História dos Bancos no Brasil  os primeiros eventos que levaram o “Hong Kong Shangai Corporation”  conhecido entre nós brasileiros como simplesmente HSBC a comprar a “parte boa” do Banco Bamerindus em 1997.

Os jornais brasileiros realçam a História dos Bancos de nosso País e o interesse de várias instituições bancárias brasileiras e estrangeiras em adquirir o HSBC (ou pelo menos seus ativos): de fato, o jornal “O Estado de São Paulo[3] destaca:

“O Bradesco e o espanhol Santander lideram as apostas como possíveis candidatos para comprar a operação do britânico HSBC no Brasil, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Avaliado em cerca de US$ 5 bilhões, o banco, assessorado pelo Goldman Sachs, abriu alguns números para interessados, de acordo com as mesmas fontes, e estabeleceu junho como o prazo para envio de propostas. Nesta fase, os interessados manifestam o apetite pelo ativo e assinam um acordo de confidencialidade. O objetivo é concluir a venda em agosto.

Mundialmente, o banco está envolvido em uma série de escândalos e tem apresentado fracos resultados financeiros.

Além de Bradesco e Santander, olharam os números do HSBC, segundo fontes, o Itaú Unibanco e o BTG Pactual. Grupos chineses, o espanhol Inbursa e também o canadense Scotia Bank teriam avaliado a operação”.

 

Em minha opinião, nessa história dos bancos, há uma diferença estratégica entre o comportamento dos dois nomes que lideram as apostas:

O Bradesco é um dos maiores bancos privados brasileiros, conhece a fundo nosso mercado, fala a língua de cada recanto do país, dos pampas gaúchos às várzeas da ilha de Marajó, onde pastam os búfalos; é um banco conservador, sólido, que caminha passo a passo, mas firme.

O Santander é um banco espanhol de grande penetração na América Latina, e também internacional, de comportamento agressivo, típico do sangue ibérico; entrou no Brasil no leilão do Banespa; esse comportamento fica evidenciado pelo texto publicado à página 168 do livro “História dos Bancos no Brasil” que reproduzimos abaixo:

“O leilão de privatização do Banespa durou apenas 15 minutos, com três lances apenas, em novembro de 2000. O Banco Santander ofereceu R$ 7,05 bilhões; o Unibanco, o segundo a dar lance ofereceu R$ 2,1 bilhões; em seguida o Bradesco ofereceu R$ 1,8 bilhão. Leva o Santander, que passa a assumir uma posição de destaque no ranking dos bancos brasileiros”

Como se depreende do texto acima, o Santander pagou R$ 4,95 bilhões a mais que o segundo colocado, o Unibanco, e R$ 5,25 bilhões a mais que o Bradesco, apenas para ter absoluta certeza de que entraria no Brasil e assim entrando na História dos Bancos do nosso Brasil.

[1] O Título “História dos Bancos no Brasil”, chama-se em verdade “História das Instituições Financeiras no Brasil” e abrange desde o período de 1808, quando Don João VI montou o primeiro “Banco do Brasil” até 2015, agora com a venda do HSBC. Trata-se de uma publicação da EFC com 518 páginas, vendida encadernada em dois volumes; encomendas pelo site www.carloscoradi.com.br; tem sido comprada pelos principais bancos do Brasil e inclui a história de corretoras e distribuidoras de valores e de administradoras de consórcios liquidadas pelo BCB, bem como uma completa revisão dos sete planos econômicos do Brasil, que influenciaram de maneira notável a vida dos bancos e instituições financeiras do Brasil.

Os quadros seguintes mostram os principais indicadores do HSBC, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander.

Indicadores do HSBC

Indicadores do Bradesco

Indicadores do Itaú Unibanco

Indicadores do Santander

Como se vê pelos quadros, o HSBC é o menor de todos, mas tem 853 agências (bem montadas em nossa opinião); se somadas às 2.252 agências do Santander o levaria para 3.105 agências, um numero já mais próximo das do Itaú (3.967) e das do Bradesco (4.667). Parece ser o candidato!

Quanto aos outros estrangeiros citados no texto do “Estadão” (Grupos chineses, o espanhol Inbursa e também o canadense Scotia Bank) creio que eles têm pouca chance pois, na História dos Bancos, o mercado brasileiro é bastante complexo e de certa forma já está bem servido por grandes bancos, considerando-se que ainda temos o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal a serem enfrentados por um “newcomer”.

Acompanhe minhas opiniões em www.carloscoradi.com.br todas semanas.

 

[1] A publicação chama-se em verdade “História das Instituições Financeiras no Brasil” e abrange desde o período de 1808, quando Don João VI montou o primeiro “Banco do Brasil” até 2015, agora com a venda do HSBC. Trata-se de uma publicação da EFC com 518 páginas, vendida encadernada em dois volumes; encomendas pelo site www.carloscoradi.com.br;tem sido comprada pelos principais bancos do Brasil e inclui a história de corretoras e distribuidoras de valores e de administradoras de consórcios liquidadas pelo BCB, bem como uma completa revisão dos sete planos econômicos do Brasil, que influenciaram de maneira notável a vida dos bancos e instituições financeiras do Brasil.

[1]Fonte http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,venda-do-hsbc-atrai-bancos-do-Brasil-e-do-exterior-imp-,1681229

Se você não leu a “História dos Bancos” – Parte I – Clique aqui!

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