EFC Engenheiros Financeiros & Consultores

JANOT QUERIA DERRUBAR TEMER E IMPEDIR QUE RAQUEL DODGE TOMASSE POSSE, A QUEM CHAMOU DE “BRUXA”

By | 0 comments

Hoje, 18 de setembro   de 2017, a Folha de São Paulo publica uma entrevista com o procurador da República Ângelo Goulart Villela com o título “Janot tinha pressa para tirar Temer e barrar Dodge”.

Diz a Folha de São Paulo textualmente[1]:

“Ele contou que presenciou uma conversa em que Janot (a quem chama pelo primeiro nome, Rodrigo) afirmou: “A minha caneta pode não fazer meu sucessor, mas ainda tem tinta suficiente para que eu consiga vetar um nome”. “Ele tinha pressa e precisava derrubar o presidente”, diz. “O Rodrigo tinha certeza que derrubaria”, afirma. ”

Na entrevista, o procurador revela sua tristeza por ter permanecido 76 dias preso, em virtude da “Operação Patmos”, acusado de recebido “ajuda de custo” de Joesley Batista para vazar informações sobre detalhes da Procuradoria Geral da República, conduzida pelo então ex-procurador geral Rodrigo Janot que negociava delação premiada com o dono da JBS, o gigante do mundial de proteínas animais.

Alega Villela que Janot queria atingir Temer e Raquel com uma única “flechada”: derrubando Temer com suas   denúncias, impediria que ele escolhesse e empossasse Raquel, que encarava como sua inimiga.

Villela foi preso a pedido de Janot através de uma “operação controlada”, autorizada pelo Ministro do STF Edson Fachin, na qual ele foi filmado com o advogado Willer Tomaz, “vazando informações” para o Grupo JBS.

Villela diz que se aproximou da JBS para obter informações sobre uma possível delação premiada.

Pesquisando esse tema, achei a notícia do Correio Braziliense[2]  postado em 21/05/2017, dos repórteres   Ana Maria Campos e Ana Viriato: 

As investigações sobre a Operação Patmos que envolvem a suposta corrupção do procurador da República Ângelo Goulart Villella e do advogado Willer Tomaz, com vazamentos de informações para o grupo JBS, ainda têm muitos elementos a serem analisados e podem envolver outros personagens. 

A pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma ação controlada que registrou um jantar na mansão onde funciona o escritório de Willer, ocorrido em 3 de maio, e ainda a quebra de sigilo telefônico e telemático de Willer e do procurador. 

Eles estão presos preventivamente desde a última quinta-feira no presídio militar do Complexo Penitenciário da Papuda, sob suspeita de participação de uma organização criminosa, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Os crimes podem levar à demissão do procurador da República.

O jornal “O Globo” informa:[3]

A segunda turma do Supremo Tribunal Federal, em seção de 1 de agosto de 2017 decidiu pela soltura do Procurador Villela e do advogado Tomaz, por dois votos favoráveis e dois votos contra. Como no empate, prevalece o interesse do réu, eles foram soltos, mas com restrições determinadas pelo STF. O ministro Ricardo Lewandowski,  que votou pela soltura, alegou que a situação mudou, se referindo ao processo da JBS.

Digo eu: concordo com ele. Acho que Janot quis se vingar de seu colaborador.

[1] http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/09/1919364-janot-tinha-pressa-para-tirar-temer-e-barrar-dodge-afirma-procurador.shtml

[2] http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2017/05/21/interna_cidadesdf,596612/em-operacao-f-monitorou-advogado-e-procurador-presos-por-corrupcao.shtml

[3] Fonte,  https://g1.globo.com/politica/noticia/stf-manda-soltar-procurador-que-teria-ajudado-jbs-em-investigacao.ghtml

468 ad