EFC Engenheiros Financeiros & Consultores

O PRIMEIRO ESCÂNDALO FINANCEIRO DO BANCO DO BRASIL, 1808-1829

By | 0 comments

O primeiro escândalo financeiro do Brasil: D. João VI abriu o Banco do Brasil em 1808 e D. Pedro I o fechou em 1829.

Essa história, que está resumida em no livro “Dinheiro Podre” (Editora Matrix, 2016) de autoria de Carlos Daniel Coradi e Douglas Mondo, agora aparece detalhada em edição encontrada na Livraria do Senado, em obra de 1893.

Não contente com minha primeira pesquisa sobre a vida inicial de nosso primeiro banco, e procurando uma literatura que detalhasse a sua fase inicial, achei o livro “Meio Circulante Nacional” na Biblioteca do Senado Nacional, escrito em 1893 por Amaro Cavalcanti¹, em dois volumes, sendo o primeiro para cobrir o período 1808 a 1835, com 329 páginas e o segundo, cobrindo o período 1836 a 1866 com 328 páginas.

Para aguçar a perspicácia de meus leitores, copio abaixo um dos trechos desse livro na linguagem da ocasião, de  1893:

“Contudo os accionistas embolsavam-se integralmente dos juros sobre todo o seu importe, de maneira que os seus ganhos erão enormes. Entretanto esses lucros e o systema de fraude adoptado não podiam por muito tempo fazer face às despezas extravagantes dos directores e dos outros empregados. Iludidos pelos recursos, que reputavam inesgotaveis, eles abandonaram as suas operações comerciais e adoptando os habitos da côrte, e um luxo com que a mesma nobreza não adiava deixar de competir.   I Finalmente, o thesoureiro abandonou a sua familia e evadiu-se para os Estados Unidos, levando comsigo até os fundos ele uma companhia de seguros, que lhe haviam sido confiados”

 Para ler o restante dessa interessante pesquisa, acesse meu linkedin clicando no link abaixo:

https://www.linkedin.com/pulse/o-primeiro-esc%C3%A2ndalo-financeiro-do-brasil-carlos-daniel-coradi?published=t


¹ O escritor Amaro Cavalcanti (1849 – 1922) era natural da então Provincia do Rio Grande do Norte, onde, após se formar em advocacia, foi designado pelo Presidente da Província para ir aos Estados Unidos da América do Norte, a fim de estudar uma reforma da instrução pública aplicável à província.  Aproveitando seu estágio na república americana, matriculou-se e fez o curso completo na Escola de Direito da Union University (Albany), no Estado de New York, formando-se na turma do ano acadêmico de 1880-1881. Depois de diplomado, foi apresentado à Corte Suprema e dessa recebeu o título de Consellor at Law, que lhe deu direito ao exercício pleno da profissão jurídica naquela República. Foi um dos auxiliares de Prudente de Morais na administração do País, ocupando a pasta de Ministro da Justiça e Negócios Interiores, para a qual foi nomeado em decreto de 18 de janeiro de 1897.Pertenceu ao Supremo Tribunal Federal, sendo nomeado Ministro, em decreto de 11 de maio de 1906.

468 ad