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A Economia em crise, piorando em tudo!

OPINIÃO

Semana finda em 19_06_2015

Editorial:  A Economia em crise, piorando em tudo!

O exame do último relatório “FOCUS do Banco Central mostra a piora geral da economia brasileira; vou explicar em detalhes como os principais indicadores se deterioraram, semana a semana, pois “FOCUS os publica todas as segundas feiras, sempre às 9:00 horas da manhã:

1) Medidores da inflação (veja o quadro 1 abaixo): IPCA, IGP-DI, IGP-M, IPC-Fipe: todos esses quatro indicadores da inflação saíram da faixa de 5,0% a 6,0% em junho de 2014 e, semana após semana, subiram agora, em 15 de junho de 2015, para faixa de 7% a9%; o IPCA é o indicador oficial do governo; os índices da FGV reajustam preços como os alugueis; o indicador da FIPE mede o custo de vida em São Paulo. Todos pioraram muito!

Medidores de Inflação 1

2) Principais indicadores internos (quadro 2 seguinte): Cambio, Selic, Dívida, PIB; todos esses indicadores da economia brasileira, entre suas previsões de junho feitas em 2014 e as feitas em junho de 2015 pioraram sensivelmente, conforme mostramos no quadro 2 abaixo. Em especial, a previsão do crescimento do PIB para 2015 que era de 1,73% positivos caiu para negativos -1,35%!

Indicadores de Economia 1

3) Principais indicadores da produção e externos (quadro 3 seguinte): o destaque entre as duas séries de previsões, as feitas em junho de 2014 e as feitas em junho de 2015 é a da produção industrial, que cai de um pequeno crescimento de 0,51% para negativos -3,20%, indicando uma forte retração do parque industrial brasileiro. Nos saldos da balança comercial há um indicativo de pequena melhora, mas esse saldo previsto de US$ 3 bilhões é insignificante, pois em 2006 ele já foi de US$ 46 bilhões! Por conta desse fato, o balanço de contas correntes, ao invés de melhorar, cresce em US$ 4 bilhões. A previsão do investimento estrangeiro direto sobe um pouco, mas ainda é muito insuficiente para ajudar a amortização do déficit em contas correntes, cujas previsões negativas não param de crescer.

Indicadores Externos da Economia 2015

Minha conclusão, provada pelos números, é de que, de fato, a economia brasileira piorou muito nesse período, com a administração errática do governo federal, com sua invasão dos postos de mando em todos ministérios e empresas estatais por políticos, apenas interessados em tirar proveito pessoal de suas funções públicas. Como corrigir esse quadro, com 40 ministérios, quando bastariam 20, gerenciados por funcionários públicos concursados e aprovados pela competência e probidade?

A crise é real e está atingindo inclusive as pequenas e médias empresas no Brasil. O Presidente do SIMPI, o sindicato dessa categoria, Joseph Couri,declarou ao Jornal Valor que “se as medidas emergenciais não forem tomadas, será a maior destruição do mercado interno no Brasil, com cerca de 230 mil pessoas perdendo seus empregos”.

Eu tenho sugerido para os empresários que estão em dificuldade que elaborem com cuidado um projeto de reorganização de empresas, inclusive com possibilidade de montagem de um plano de reorganização à distância. Em casos extremos, em que há o risco de falência, o empresário pode recorrer à lei 11.101, de 9 de fevereiro de 2005, que regula a recuperação judicial e que já prevê condições especiais para as pequenas e médias empresas. Clicando nos links acima o leitor poderá ver meus vídeos sobre esses dois temas assinalados.

No dia 25 de junho próximo, às 20 horas, eu estarei conduzindo uma aula grátis pela internet sobre os tópicos que tenho abordado em meu “Opinião” semanal, cujos últimos temas e links podem ser vistos em http://carloscoradi.com.br.

Fonte para os dois relatórios Focus: http://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20140613.pdf e http://www.bcb.gov.br/pec/GCI/PORT/readout/R20150612.pdf

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