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“A Petrobras tem conserto com seu novo Presidente?

OPINIÃO

Semana Finda em 20_02_2015                  

Editorial: “A Petrobras tem conserto com seu novo Presidente, ex Banco do brasil?

Por Carlos Daniel Coradi

A mundialmente revista inglesa “The Economist” diz, em seu recente número de sete de fevereiro de 2015: “Changing the boss will not fix the problems at Brazil’s oil giant Petrobras ”, ou seja, afirma que a mudança do chefe da Petrobras, colocando o ex-presidente do Banco do Brasil na Presidência da gigante brasileira não arrumará os seus problemas,  que reconhecidamente até pela Presidente Dilma e pelo seu partido, o PT, são muito graves.

O artigo da reputada revista de economia, contudo, não diz porque Aldemir Bendine não conseguirá recuperar a gigante semi estatal, petrobras, a não ser pela enumeração dos seus enormes problemas, citando a corrupção, as ações jurídicas no Brasil e nos Estados Unidos contra ela e contra seus ex administradores, a grande perda de valor de suas ações desde o lançamento de sua macro capitalização em 2010, e a decepção do mercado de capitais com a escolha de um presidente que nada tem a ver com petróleo. Ora, qualquer que fosse o escolhido para ser o novo presidente, todos esses argumentos continuariam existentes e com base neles, “The Economist“ poderia continuar dizendo a mesma coisa, ou seja, a Petrobras não tem conserto mesmo!

Mas será que não existe mesmo conserto para esse quadro lamentável que envolve principalmente corrupção, influencias políticas, falta de autonomia para uma gestão de qualidade, sem interferências do Planalto, inclusive nos preços dos combustíveis? Será que a prestigiosa revista de economia não estaria com um olhar errado, sub avaliando a capacidade do novo quadro de direção e a vontade e necessidade de mudar que a petrobras precisa?

Pesquisando quem é Bendine, encontramos uma referência importante sobre seu estilo de trabalho no Banco do Brasil, conforme diz a wikipedia [1]: “Com 37 anos de serviços prestados na instituição financeira, ele tem como características o envolvimento e o compartilhamento das decisões, que permitem uma cooperação intensa de ideias entre os diretores. Ao assumir a presidência, em abril de 2009, ele acabou com as chamadas “igrejinhas” e a centralização das áreas. Foi essa liberdade que o ajudou a proporcionar resultados ao governo enquanto competia com os bancos privados em pé de igualdade. Ele soube unir a necessidade de desenvolvimento do país com o retorno aos acionistas. São essas condições que Dida, como é conhecido, espera ter no comando da petroleira.” Ou seja, Bendine tem todas características de um bom administrador de topo, que sabe obter a cooperação de seus diretores e trabalhar com eles em conjunto.

Um ponto crucial que a nova direção terá que enfrentar a frente da Petrobras é a aprovação do balanço anual, que precisa ser auditado e aprovado pela exigente PWC, a PricewaterhouseCoopers. Mas pensando que esse ponto é absolutamente crucial para a continuidade da gestão de Bendine, ele levou para seu diretor financeiro Ivan de Souza Monteiro, que era seu braço direito financeiro no Banco do Brasil.

Seu comentarista foi sócio e diretor de banco e depois consultor de bancos[2]. Conhecedor das exigências do Banco Central do Brasil e de toda a história do BB desde sua fundação em 1508. Conhecedor da “limpeza feita no BB quando se retiraram “os esqueletos do armário” em 1994 e 1995, e quando o banco perdeu US$ 14 bilhões de patrimônio e precisou ser recapitalizado pelo acionista majoritário, a União. Sabe que o BB hoje é um banco de excelência, com patrimônio adequado e muito rentável, competindo de igual com os maiores privados, Itaú e Bradesco. Então, seu comentarista acha que se Dilma não interferir (?) Beldine terá sucesso e a “The Economist estará errada em seu prognóstico. Espero que meu ponto de vista seja o que vamos ver nos próximos meses e anos: uma Petrobras saneada da corrupção e eficiente.

[1] Aldemir_Bendine – Petrobras

[2]  Carlos Daniel Coradi publicou em edição fechada da EFC e vendida aos bancos e empresas interessadas o livro “Instituições Financeiras no Brasil” – edição de 2014 – com 534 páginas e contendo toda a história do sistema bancário brasileiro, desde a fundação do Banco do Brasil por João VI em 1508 até as histórias de fraudes de todos os bancos que quebraram recentemente, por exemplo Cruzeiro do Sul, Panamericano, Morada, Schahin, Prosper, BVA.

petrobras

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