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Brasil: Planalto admite estar levando uma “goleada”

 OPINIÃO

 

Semana Finda em 20_03_2015

Por Carlos Daniel Coradi

A manchete é clara: “Documento do Planalto avalia que país vive caos político”[1]. Diz o jornal que documento interno e reservado do palácio presidencial que “vazou” afirma que os apoiadores da Presidente admitem estarem levando uma “goleada” da oposição nas redes sociais.

As marchas de domingo certamente foram lideradas pela classe média, que pede o fim da corrupção no Brasil acima de qualquer reivindicação. Que aliás, foram muitas. A segunda, que vi foi “fora Dilma”, ou seja, uma porcentagem significativa dos mais de um milhão de brasileiros pensam que a presidente deveria ser trocada por alguém mais competente.

Segundo pesquisa de 17/3, do Datafolha, sobre a Opinião Pública de participantes da passeata de São Paulo do domingo 15 de março, “47% foram à Avenida Paulista protestar contra a corrupção; a idade média era de 40 anos, uma parcela de 76% tinha ensino superior, e os demais haviam estudado até o ensino médio (21%) ou fundamental (2%). Ampla maioria (94%), porém, não tinha filiação partidária, e entre os filiados se destacou somente o PSDB (3%). A fatia dos que disseram não ter ligação com nenhum dos grupos que organizaram os protestos é de 91%”. Ou seja, a passeata foi absolutamente não partidária, sem ligações com os movimentos de esquerda recentemente programados pelo PT e seus aliados, e certamente financiados com nosso dinheiro. É sabido que cada manifestante é trazido de ônibus, recebe lanche, uniforme, e muitos deles até um “cachê” de setenta reais.

Notícia de 18/3: “Sem credibilidade e popularidade, Dilma está perdendo condições políticas de governar, diz FHC”, diz “on line” a Jovem Pan. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã da Jovem Pan nesta quarta (18), o ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso (FHC), do PSDB, disse não ser a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff neste momento, mas reconhece: “Nós temos que respeitar as instituições democráticas e a presidente Dilma foi eleita (…), mas ela está perdendo as condições políticas de governar o Brasil”.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acha que o seu partido, o PSDB deve “apertar o cerco” à presidente Dilma, e que “se aparecerem provas de corrupção de Dilma, ele será imediatamente a favor da retirada dela”. Com respeito aos ajustes fiscais sendo feitos por Joaquim Levy, FHC os compara à uma  “operação sem anestesia”.

Esse forte ajuste, ao nosso ver, deveria começar pelos cortes de despesas do Governo Federal, que hoje possui 39 ministérios, e dos quais, provavelmente, Dilma não deve saber de cor os nomes completos dos ministros, tantos eles são. Diversos ministérios foram criados para acomodar cargos políticos de partidos da coligação do Governo. Deveria cortar os cargos comissionados, que hoje são 21.768 cargos de livre nomeação, os chamados DAS (Direção e Assessoramento Superior). A conta chega a cerca de R$ 1 bilhão, por ano. O governo certamente possui funcionários públicos federais concursados, que poderiam com vantagem, substituir os comissionados e gerar economia para os brasileiros.

 [1] Segundo capa do jornal “O Estado de São Paulo” de 18/03/2015

 

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