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Lula, Dilma e a economia

OPINIÃO

Semana finda em 26_06_2015

 

A semana foi marcada pela declaração bombástica de Lula: “Temos que decidir se queremos salvar nossa pele e nossos cargos ou salvar nosso projeto”.  Eu tenho dois livros que ajudam entender o malabarismo dele, o de Romeu Tuma Junior[1], advogado e ex Secretário Nacional de Justiça e o de José Nêumanne Pinto, jornalista, poeta e escritor brasileiro, editorialista e articulista do Jornal “O Estado de S. Paulo”.

A leitura detalhada desses dois livros revela o verdadeiro camaleão que é Lula, procurando, desde suas primeiras aparições como líder sindical em São Bernardo do Campo, onde entrou em 1969, arrastado pelo seu irmão, frei Beto, entender a utilidade de ser um líder sindical.. para si. O presidente era Paulo Vidal, que queria fazer do então Sindicato dos Metalúrgicos do ABC uma entidade forte, “onde o trabalhador não fosse mera massa de manobra de políticos”. Vidal ensinou tudo a Lula, que em mais tarde assumiu a direção do sindicato, aprendendo logo “a visão utilitária do sindicato”. Diz Nêumanne: “o Lula de então já era o de sempre: “eu não sei, eu não vi”, acusações vagas e o corpo fora”. Um camaleão, que muda de cor na medida das circunstâncias.

Do Sindicato dos Metalúrgicos à criação do Partido dos Trabalhadores foram dez anos: fundado em 1980, tem hoje quase dois milhões de associados, logo atrás do PMDB. O partido foi fundamental para Lula, depois de duas tentativas, servindo como instrumento para se eleger presidente da república em 2002 e se reeleger em 2005, tendo conseguido, por duas vezes eleger Dilma Rousseff, como sua sucessora.

O ponto de vista de Romeu Tuma Junior sobre Lula, que ele recorda da época de delegado de polícia de São Paulo, citando seu apelido (“o barba”) é de que ele usa as pessoas e depois as descarta, “como se fossem um fraldão”, “sumamente descartável” e ele “nunca sabe de nada, nunca ouviu nada, se dizendo “traído” pela sua gente.[2]

Agora o camaleão Lula atira pedras em seu próprio partido e em sua sucessora, colocando o dilema que ele usou intensamente, o mapeamento e preenchimento completo dos cargos governamentais, não só em Brasília, mas no Brasil todo, não só nos ministérios, mas em todas as “estatais”, Petrobrás aí incluída. Diz agora ele: “Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto. Todos estão numa situação muito ruim”[3].

O Banco Central do Brasil, nesta segunda feira, como faz todas as semanas, publica seu relatório FOCUS[4] com os últimos dados da economia, após compilação de mais de uma centena de previsões de economistas. E, em cada semana, os dados são piores. A previsão da inflação de 2015 de 8,37% há 4 semanas pulou para 8,97% nesta semana; a previsão de crescimento da economia em 2015 passou de -1,24% há 4 semanas para -1,45% nesta semana; o ministro Joaquim Levy já fala em reduzir a meta do superávit fiscal em virtude da queda da arrecadação do governo federal; segundo o IBGE, o número de desempregados no primeiro trimestre deste ano aumentou em todo o país.

Segundo a revista Veja, “a taxa de desemprego no Brasil atingiu 8% no trimestre encerrado em abril, conforme dados divulgados pelo IBGE em Junho. Trata-se do maior nível registrado para o período na série histórica iniciada em 2012. Em relação ao trimestre imediatamente anterior terminado em janeiro, quando bateu a marca de 6,8%, houve um aumento de 1,2 ponto porcentual. Segundo o instituto, 1,3 milhões de pessoas entraram na fila do desemprego entre os dois intervalos verificados. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, registrou-se uma alta de 0,9 ponto porcentual. No comparativo com todos os trimestres, este foi o maior porcentual verificado desde janeiro a março de 2013, quando a taxa alcançou o mesmo valor, de 8%.”[5]

 Esse fracasso da Economia pode ser debitado aos dois mandatos de Dilma, ao PT e..  pergunto: se formos usar a teoria do domínio do fato, de quem finalmente é a culpa?

[1] “Assassinato de Reputações – Um crime de Estado”, Romeu Tuma Junior, Editora Topbooks, novembro de 2013

[2] Vide página 17 do livro acima. Tuma Junior recapitula as gentilezas de seu pai, “o Tumão”, quando Lula esteve preso e compara com a atitude dele com “Tumão” na UTI do Hospital Sírio Libanês, morrendo,  ao visita-lo na condição de Presidente da Republica.

[3] Conforme http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2015/06/20/interna_politica,660341/lula-critica-dilma-e-diz-que-ela-esta-no-volume-morto.shtml

[4] Abra o link sobre a palavra FOCUS e verá um vídeo explicativo de como é esse importante relatório.

[5] Conforme http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/tags/desemprego/

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