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Moeda de troca em Brasília

OPINIÃO

Semana finda em 22_05_2015

Editorial: Moeda de troca em Brasília

Brasília já não de hoje é um verdadeiro mercado de trocas, e como chamou um deputado federal, um “mercado persa”, onde cada deputado e senador procura o Palácio do Planalto para indicar seus apadrinhados para centenas de cargos do segundo e terceiro escalão.

A manchete do jornal “O Estado de São Paulo” é clara nesse sentido: “Mercado Persa” no Palácio do Planalto[1]. É curioso, porque o “gerente” das trocas e o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, nomeado pelo  vice presidente da República “responsável” por atender as dezenas de pedidos. Ora, não são cargos da Aviação Civil, são de todas naturezas e de todos ministérios, autarquias, repartições. Uma vergonha! Diz a notícia que Padilha trabalha com uma planilha, onde aparecem as vagas que ele tem que preencher.

Funcionário público deveria ser exclusivamente concursado e não comissionado, pois o comissionado, na maioria das vezes, pouco está habilitado para exercer as funções do cargo e o que vai fazer é, através de favores de sua posição, arrumar negócios escusos. O caso da Petrobrás é o grande exemplo da corrupção através de pessoas indicadas, mas a cada dia lemos novas notícias de outros ministérios ou de empresas estatais com novos escândalos.

Foi o caso da operação “Zelotis”, que batizamos de “Fazendão”, visto que o órgão envolvido em uma grossa corrupção pertence ao Ministério da Fazenda cujo desfalque aos cofres públicos podem chegar à dezenove bilhões de reais.

Se consideramos a economia que o Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, precisa fazer, mostramos no quadro abaixo que a soma dos “roubos” praticamente teria tornado a economia feita automaticamente se não eles não tivessem  ocorrido:

PIB

Lamentável! De fato, precisamos policiar os governos e suas nomeações.

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[1] Conforme se lê à página  A4 da edição de 19 de maio de 2015