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Como estará a economia em 2018/ 2019?

OPINIÃO

Como estará a economia em 2018/ 2019?

Semana iniciada em 02_01_2018

O quadro acima representa a parte relevante da publicação recebida na manhã de terça feira, dois de janeiro de 2018, o primeiro dia útil do ano, e publicada pelo Banco Central do Brasil (BCB), através do chamado “Relatório FOCUS”. O leitor pode se cadastrar para recebê-lo automática e gratuitamente em seu computador, todos primeiros dias úteis da semana.

Em verdade, os dados publicados não são produzidos pelo BCB e sim por mais de uma centena de economistas e analistas que enviam sistematicamente suas previsões econométricas para serem compiladas e apresentadas através do FOCUS, este sim de responsabilidade do Banco Central.

O BCB mede a acurácia dessas previsões, acompanhando os prognósticos e classificando os economistas que mais acertam seus prognósticos. As vezes os erros são grandes, como por exemplo as estimativas feitas no início do governo Dilma II, logo após sua eleição. As previsões da inflação feitas no FOCUS de 5/12/2014 para o IPCA de 2015 eram de 6,50%, mas a inflação, medida pelo índice oficial do governo, terminou em 10,72%, “estourando” os números e o bolso dos brasileiros.

Pode-se não gostar do governo Temer, mas foi sua equipe econômica que trouxe a inflação para níveis civilizados, onde, pelo quadro apresentado acima, continuará bem-comportada, pois as previsões para o IPCA de 2018 são de 3,96% e para o IPCA de 2019 de 4,25%, ou seja, ambas abaixo do centro da meta estipulada pelo Banco Central, que é de 4,5% ao ano.

A inflação baixa tem um extraordinário efeito benéfico para os mais de 200 milhões de brasileiros: valoriza seus haveres, facilita o consumo, contribui para gerar mais empregos, faz a economia brasileira, que estava completamente desgovernada no período de Dilma (em seus dois mandatos, que se estenderam de 1/1/2011 até 31/4/2016) e a recoloca nos trilhos corretos.

Os efeitos do controle da inflação podem ser medidos nos dados do produto interno bruto, o chamado PIB: negativos por dois anos (2015, -3,8%; 2016, -3,6%) voltou a ser positivo em 2017 (+1,0%) e está projetado para, em 2018, atingir +2,7% e para 2019, +2,8%.

Uma então conceituada economista do PT, Maria da Conceição Tavares, para justificar o fracasso do governo Dilma, falou que “o povo não come PIB, come alimentos”. Uma grande asneira, pois a inflação alta de Dilma corroeu o poder de compra de todos brasileiros, que, sim, além de perderem seus poderes de compra, perderam também seus empregos, levando o Brasil para a maior recessão de sua história contemporânea.

Então, respondendo a indagação do título desde artigo, a economia, pelo menos em 2018, ainda com o governo Temer, estará bem.

Quanto a 2019, meu último artigo que publiquei aqui no linkdin e no meu site, ninguém consegue prever, pois vai depender de quem será nosso novo presidente.

Por enquanto, os dois candidatos que estão na frente das pesquisas são terríveis para nosso futuro. Lula é o grande responsável pelo quadro do mensalão e da Lava-jato e por ter escolhido um péssimo “poste”, Dilma. Bolsonaro nunca ocupou cargos executivos, é radical, não tem preparo para exercer a presidência de uma das dez maiores economias mundiais.

Resta-nos confiar na divina providência e torcer para que um novo candidato mais habilitado, mais sensato, apareça e ganhe a eleição, terminando o processo de recuperação do Brasil, com uma gestão transparente, honesta e eficaz. Tomara!