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2018, ano das incertezas

OPINIÃO

2018,  ano das incertezas

Semana iniciada em 18_12_2017

Foto EBC

Ninguém tem qualquer tipo de certeza do que nos espera em 2018 sobre temas como a eleição presidencial, as reformas que ainda faltam no congresso, o que vai acontecer com Lula, como será a economia nesse novo ano, o que acontecerá com a “Lava Jato”, o que o STF vai decidir sobre os temas cruciais ao pais: em resumo, 2018 é um ano que começa em poucos dias cheio de incertezas.

Certamente, o futuro do Brasil dependerá muito de seu próximo presidente e, dos dois mais cotados pelo IBOPE, um, o populista Lula, poderá ser ter seu registro anulado e eventualmente ser preso, e o outro, o radical de direita Bolsonaro, quem sabe o que fará se for presidente.

Lula garante que será candidato à presidência de qualquer maneira, e já aciona seus advogados para preparar recursos em todas as instâncias, inclusive no Tribunal Regional de Porto Alegre, onde poderá ser condenado no dia 24 de janeiro pelo TR-4. A “turba” já foi acionada para estar presente, com ônibus, lanches e bebidas grátis. Quem paga isso tudo, já que os sindicatos estão demitindo grande parte de seu efetivo, em virtude da perda de receitas causada pela reforma trabalhista, que acabou com a contribuição obrigatória para os sindicatos.

Na economia, se a reforma da previdência tivesse sido aprovada, o pais poderia crescer entre 3 a 4% já em 2018, mas como ela não foi, não se sabe como os empregos, tão necessários, irão voltar, se voltarem.

Quanto às operações da “Lava-Jato, os congressistas, entre os 513 deputados e os 82 senadores, com uma boa porcentagem atingida por denúncias e ações na justiça, tendem a se proteger em suas imunidades, ora na calada da noite criando novas leis que tendem a isenta-los dos processos judiciais, ora tentando manter o foro privilegiado que os protege.

A propósito, o Supremo Tribunal Federal tem ministros que pensam em acabar com as prisões em segunda instância e, portanto, reverter uma decisão já tomada e consolidada pela corte suprema do Brasil, por exemplo Gilmar Mendes, que fala em mudar seu voto anterior.  De fato, 2018 será um ano cheio de incertezas. Quem ousa fazer previsões?