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Dilma versus Temer

OPINIÃO

Dilma versus Temer

Semamn Iniciada em 04_12_2017

A Presidente Dilma Rousseff governou o Brasil em duas gestões, iniciadas em 1 de janeiro de 2011 até ter seu mandato cassado em definitivo em 31 de agosto de 2016. Filiada ao Partido dos Trabalhadores, ocupou vários cargos no governo de Lula, que foi quem a divulgou como a “gerente” competente e conseguiu, graças a uma forte companha de marketing, a eleger por dois mandatos sucessivos.

Michel Temer, como seu vice-presidente, assumiu interinamente a presidência em 12 de maio de 2016 e, com a cassação final de Dilma, se tornou presidente definitivo do Brasil em 31de agosto de 2016. Seu mandato vai até 1 de janeiro de 2018, quando deverá passar a faixa presidencial para o candidato que vencer as eleições de outubro de 2018.

Existem muitas maneiras de comparar as duas gestões de Dilma e de Temer, embora ela tenha governado por quase seis anos (mais precisamente, 2.069 dias, ou 69 meses) e Temer, até hoje, esteja no poder (contando o prazo como interino também) por cerca de 19 meses (mais precisamente, 571 dias).

Como vejo sempre o lado mensurável das coisas, por minha formação de engenheiro, escolhi cinco parâmetros econométricos para comparar esses dois períodos, usando os dados produzidos pelo Banco Central do Brasil (BCB) através do chamado Relatório FOCUS. Essa publicação, editada todas segundas feiras pela manhã via internet, apresenta os diversos parâmetros prognosticados por centenas de economistas, cujos dados são compilados e apresentados conforme expliquei. Escolhi os seguintes cinco parâmetros para comparações:

1) O índice oficial da inflação brasileira, chamado IPCA (Índice de Preços ao Consumidor variante ampla);

2) O Produto Interno Bruto, chamado de PIB, que representa a produção global do Brasil em um dado ano;

3) A taxa referencial de juros, chamada de SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) que é a taxa básica de juro para troca de operações bancárias entre os bancos e o BCB e base de todas as demais taxas das demais operações bancárias, por exemplo as de crédito;

4) A taxa de cambio entre nossa moeda, o Real, e a moeda americana, o dólar;

5) A porcentagem do crescimento industrial do Brasil.

Para esses cinco parâmetros, escolhi três datas: 4 de dezembro de 2015, ou seja, há dois anos atrás, quando Dilma ainda comandava o país; 21de dezembro de 2016, representando os resultados do fim do ano de 2016; e 1 de dezembro de 2017, ou seja, o último dado disponível do ano em que estamos.

Vejamos os resultados:

1) Inflação: ela termina 2015 em 10,44%, a mais alta do período Dilma; basicamente, isso se deveu ao represamento feito em 2014, ano de sua reeleição, quando seu marketing nos vendeu falsas maravilhas; no ano de 2016, ano com metade da gestão Dilma e metade de Temer, a inflação já se reduz para 6,69%; nesse atual ano, na gestão completa de Temer (com Henrique Meirelles como Ministro da Fazenda) o IPCA fecha o ano em 3,03% abaixo do centro da meta do BCB, que é de 4,5%; portanto, ponto para Temer!

2) Produto Interno Bruto, PIB: em 2015 a taxa do PIB foi de -3,8% (negativa) e a de 2016 foi de -3,6% (também negativa); os dois anos juntos representa um retrocesso de nossa economia de 7,53%; como o PIB é da ordem de R$ 6,3 trilhões, o Brasil perdeu R$ 474 bilhões; esse é o tamanho do “furo” que a Presidente Dilma deixou para Temer. Já em 2017 haverá um crescimento estimado em 0,89%, para 2018. Ponto para Temer!

3) Taxa SELIC: em 2015 ela termina em 14,25%; em 2016 baixa para 13,75% e agora em fins de 2017 está em 7,00%, menos da metade da taxa de Dilma, graças ai controle da inflação; portanto, ponto para Temer!

4) Taxa de Cambio: durante grande parte dos dois governos de Lula e dos dois governos de Dilma a taxa de cambio esteve por muitos períodos entre R$ 1,50 e R$ 2,00, para artificialmente segurar a inflação. Com Temer, a taxa se estabilizou entre R$3,10 e R$3,30, dando mais tranquilidade para os exportadores. Dessa maneira, o Brasil vai terminar o ano de 2017 com o maior superávit comercial de sua história, US$ 66 bilhões. Ponto para Temer!

 5) Crescimento Industrial: entre 2015 e 2016 a produção industrial regrediu em 7,6% e 6,5% respectivamente, ou seja, dois anos fortemente negativos; a previsão para 2017 é de 2,00% positivos e para 2018 2,90% também positivos. Ponto para Temer!

 Conclusão: considerando-se os cinco parâmetros escolhidos, importantes indicadores econômicos, Michel Temer ganha de cinco  a zero contra Dilma. O PT fez um grande estrago na economia brasileira, que  digam as operações da Lava-Jato!