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Greve geral: um direito, mas quem paga os enormes danos?

OPINIÃO

Greve geral: um direito, mas quem paga os enormes danos?

Semana iniciada em 24_04_2017

Foto de Ueslei Marcelino /Reuters/Brasília 28/04/2017

Foto de Ueslei Marcelino /Reuters/Brasília 28/04/2017

A minha pergunta é simples: greve geral é um direito, mas quem paga os enormes danos? É a cara de satisfação da moça do MST, feliz por ter bloqueado uma via de Brasília com fogo, impedindo o movimento de quem quer e deve trabalhar? O MST vai pagar?  A Central Única dos Trabalhadores, que organizou no topo as manifestações, vai pagar o estrago feito no Brasil todo? Ela acha que isso é produtivo? Que parando tudo, quebrando lojas, vidros de estabelecimentos comerciais, impedindo autoestradas com fogo, isso ajuda? Resolve?

O produto interno bruto brasileiro é da ordem de cinco trilhões de reais. Se dividirmos esse valor por 365 dias, cada dia do ano deve gerar riquezas para o país de aproximadamente quatorze bilhões de reais. Pelo menos metade desse número escoou pelo ralo dessa funesta greve, que interrompeu hospitais, correios, agências bancárias, lojas, repartições governamentais, escolas.

Quem paga os telefones públicos depredados, carros e ônibus incendiados, danos generalizados a estabelecimentos particulares invadidos, que  droga!

Adicionalmente, quanto gastou a CUT e os sindicatos conexos com essa movimentação, com os ônibus, os balões, os sanduiches de mortadela? Ou o leitor acha que cada manifestante pagou sua parte, levou seu lanche? Que os manifestantes fizeram uma vaquinha para pagar os carros de som? Vamos auditar isso tudo?

Me explico melhor: nós, a população pacífica, que trabalha, paga seus impostos, somos nós que pagamos isso, quer por subvenções dadas pelo governo às centrais (que deveriam ser cortadas), quer pelo maldito imposto sindical, obrigatório mas que está caindo.

OK, a CUT, o PT, o PCdoB e seus aliados não gostam de Temer? Esperem a eleição de 2018 e votem em quem quiser, no Lula se ele chegar até lá solto e se candidatar.