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UM ANO DE EVOLUÇÃO DA ECONOMIA

OPINIÃO

UM ANO DE EVOLUÇÃO DA ECONOMIA

Semana iniciada em 02_05_2017

Afastar-se do dia a dia e ter uma visão mais abrangente sempre é útil.

Com essa ideia, apanhei o quadro do relatório FOCUS publicado hoje, segunda feira de 2 de maio de 2017 (sai com a data de 28 de abril) e comparei com a mesma publicação de um ano atrás, que aparece cm a data de 29 de abril de 2016. A conclusões dessa comparação são para mim obvias, mas para o leitor menos familiarizado com a evolução de nossa economia, surpreendentes. Vou resumir os principais pontos:

1.  Dados da inflação, pelo medidor oficial do governo, o IPCA, Índice de Preços ao Consumidor Amplo: há um ano atrás, a previsão para o fim de 2016 era de 6,94%; agora, para o fim de 2017 é de 4,03%, portanto inferior ao centro da meta visada, que é de 4,5%.

2. Dados da inflação, medidos pela Fundação Getúlio Vargas, o IGP DI e o IGP-M: as quedas são ainda mais fortes: para 2016, apontavam respectivamente 7,12% e 7,35%, que caem para fins de 2017 para 2,70% e 2,71% .

Conclusão: inflação vencida, condição básica para a volta do crescimento e do emprego.

3. Taxa de cambio: totalmente estabilizada, variando na faixa de 1 US$ = R$ 3,72 à R$ 3,23; para mim, a moeda brasileira está valorizada, já provei isso em outras publicações minhas. Mas se os exportadores e importadores estão satisfeitos e os saldos comerciais continuam bons. OK, me contento com esses níveis.

4. Taxa SELIC: em fins de 2016 ela apontava para 13,25%, agora aponta para 8,50% em 2017. Uma queda substancial, mas precisa cair mais. E os bancos precisam derrubar as taxas de juros para as operações de crédito bancário, altíssimas ainda.

5.  Crescimento da economia: os dados de 2016 apontavam para uma fortíssima recessão com o PIB negativo em -3,89%, um segundo ano de retrocesso. Perdemos em dois anos cerca de 8% de nossa renda. Já para 2017 o   Brasil está revertendo essa tendência, com um pequeno crescimento positivo de 0,46%.

6. Cenário similar para a produção industrial: de terríveis negativos -5,83% em 2016 para 1,47% positivos em 2017.

7. Os saldos da balança comercial (exportações menos importações) que já eram bons em 2016 (apontavam para US$48 bilhões em 2016) agora apontam para US$ 53,5 bilhões, o maior saldo comercial da história do Brasil.

8. Corolário dessa melhoria geral se vê na evolução dos investimentos diretos (não são os investimentos especulativos) que apontavam para U$ 58 bilhões em 2016 e agora apontam para surpreendentes US$ 78 bilhões, um recorde histórico a demonstrar a retomada da confiança dos investidores estrangeiros na administração atual.

Em resumo, a evolução da economia no horizonte de um ano é surpreendente, só não vê quem quer enxergar. E as reformas continuam, eu espero que sejam aprovadas.