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Os quatro indicadores de inflação caíram!

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Como fazemos todas as segundas feiras pela manhã, após receber automaticamente o relatório FOCUS do Banco Central do Brasil, publicamos em nossa página do LinkDin uma análise desse documento, comentando os principais tópicos.

Esse relatório publica, para cada um dos indicadores, valores para o ano de 2016 (e também para 2017) em três colunas: “Há 4 semanas”. “Há 1 semana” e “Hoje”, significando as previsões de cada indicador feitas nas semanas anteriores e nesta semana. Conforme já explicamos, a data é sempre da sexta feira passada, e, nesse caso, 8 de abril de 2016.

Nós vamos comentar os cinco índices que medem a inflação nos referindo diretamente às séries das três semanas acima indicadas, sempre em % para 2016:

1) IPCA, índice oficial do Governo, calculado pelo IBGE:  7,46 ; 7,28; 7,14.

2) IGP DI calculado pela Fundação Getúlio Vargas: 7,60; 7,41; 7,40.

3) IGP – M calculado pela Fundação Getúlio Vargas: 7,77; 7,67; 7,47 (reajusta alugueis e tem a mesma metodologia do IGP – DI);

4) IPC – FIPE, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP, vale só para a cidade de São Paulo: 7,01; 7,00; 7,27; esse indicador apresentou um aumento, localizado para essa cidade, o que é ruim para os paulistanos.

5) Preços administrados: esse indicador mostra a inflação dos preços controlados direta ou indiretamente pelo governo, como os impostos, tarifas, combustíveis, preços de onibus e metrôs, e similares. Para o leitor ter ideia de sua importância, ele em 2014 passou de 15% devido ao represamento desses preços antes da eleição de Dilma, evidentemente para ajudá-la. Em 2016 está baixando: 7,40; 7,40; 7,20. Ele pesa cerca de 20% no índice geral.

Vejamos agora os outros principais indicadores, que não referentes à inflação:

  • Meta da taxa Selic para o fim de 2016: 14,25; 13,75; 13,75. Significa que o mercado está prognosticando uma pequena redução dessa taxa ainda em 2016. Isso seria ótimo, pois todos as demais taxas dependem desse piso.
  • PIB (% de crescimento ao ano, para 2016): -3,54; -3,73; -3,77. Significa que o mercado não prevê uma paralisação da queda do PIB, mal!
  • Taxa de cambio, R$ por US$, fim de 2016: 4,25; 4,00; 4,00. Hoje o cambio está em R$ 3,54, o que significa que o mercado não acredita ainda que a cotação vá ficar abaixo de R$ 4,00.
  • Produção industrial em % para 2016: -4,45; -5,80;-5,60. Lamentável, nossa industria está sofrendo o brutal efeito dessa recessão, resultante do terrível quadro político, que afasta os investimentos e exacerba as demissões de milhões de brasileiros!
  • Balança comercial: a recessão dificulta as importações e com o câmbio flutuando entre R$ 3,50 e 4,10, as exportações têm sido estimuladas; dessa maneira, os números para os saldos (positivos) comerciais são, em bilhões de dólares para 2016: 41,20; 44,80; 45,00.   Para 2017, os números são ainda melhores, 43,20; 50,00; 50,00. O Brasil está se salvando por esse caminho.

Hoje começa a se desatar o nó do impeachment. Estaremos acompanhando.

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Abraços – Carlos Daniel Coradi

Engenheiros Financeiros & Consultores – Diretor Presidente

 

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