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RELATÓRIO FOCUS DE 20/03/2017: MELHORIAS EVIDENTES

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Quem gosta de gráficos, tem um “prato cheio” abaixo, que, com 15 itens, provarei que as melhoras da economia brasileira são evidentes. Vamos olhar cada um e tirar conclusões factuais, examinando as curvas pretas (2017) e vermelhas (2018). Vou chama-los pelos códigos que os superpõem.

  1. IPCA, IGP -DI, IGP -M, IPC-Fipe e preços administrados: são cinco medidas da inflação, a primeira (IPCA) calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, autarquia do Governo e que representa o medidor oficial da inflação; duas (IGP -DI e IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas, semelhantes entre si (apenas diferem quanto ao período de coleta dos dados, no intervalo dos dias  30 a 30 e de 15 a 15); uma, o IPC-Fipe,  da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo, e finalmente o índice dos preços administrados, que são aqueles preços controlados pelos governos.
    Pois bem, os cinco indicadores de inflação indicam clara tendência de baixa, e abaixo da meta fixada pelo Banco Central do Brasil para 2017, que é de 4,5% no centro da meta (a previsão do IPCA para fins de 2017 é de 4,17% ) Vejam os dados do IPCA desde 2009, quando esse índice foi, pela última vez, inferior ao centro da meta:

    • 2016: 6,29%
    • 2015: 10,67% (resultado do represamento de Dilma para se eleger)
    • 2014: 6,41% (represamento de Dilma)
    • 2013: 5,91%
    • 2012: 5,84%
    • 2011: 6,50%
    • 2010: 5,91%
    • 2009: 4,31% (ano da crise da “marolinha de Lula”), inferior ao centro da meta
  2. Taxa de cambio, Balança Comercial, Conta Corrente e investimento direto (IDP):
    São três temas relacionados. Começamos analisando a taxa de cambio: essa taxa se estabilizou em torno do intervalo de 1 US$ = R$ 3,10 à R$ 3,20. Trata-se de um ponto de equilíbrio entre não inflacionar as importações e onerar o custo de vida em itens importantes como matérias primas estratégicas e não prejudicar as exportações, que estão salvando nossa balança comercial. Esta  caminha em 2017 para um superávit de US$ 48,10 bilhões, um recorde absoluto em toda história brasileira; DIGO EU: os melhores economistas acham a moeda brasileira supervalorizada e estimam que deveria estar por volta de R$ 4,00 a R$ 4,50.A conceituada revista “The Economist” tem um site que permite calcular a taxa de cambio de cada país pelo conceito de “poder de compra”. Para comparar se uma moeda está valorizada ou desvalorizada, usa o preço do “BIGMAC” que existe em todos os países. O estudo pode ser encontrado em http://www.economist.com/content/big-mac-index e mostra que o Real deveria estar em R$ 3,26 e não em R$ 3,09, ou seja, está valorizado em 6%. Esse mesmo indicador mostra que a moeda chinesa, o Yuan do Japão está depreciado em 44,1%, o Won da Coreia do Sul em 27,3%. Digo eu: em muitos editoriais, condenamos nosso cambio, quando Lula e Dilma mantiveram cotações próximas a R$ 1,50, cotação que combinada com as moedas chinesa, japonesa e coreana fortemente depreciadas permitiram a invasão de produtos asiáticos no Brasil, “estourando nosso parque industrial”.

    Como efeito dos saldos comerciais crescentes, nossas contas correntes, devedoras, melhoram, como se vê no gráfico.  Já o investimento direto, aquele dinheiro estrangeiro que entra para aplicações produtivas, tem sido crescente, tendo saído de US$ 65 bilhões em 2015 e caminhando para US$ 74 bilhões em fins de 2018.

  3. PIB e Produção industrial: o gráfico mostra que 2018 será bem melhor do que 2017, nos dois itens: o PIB, Produto Interno Bruto, que mede a produção de riquezas do país, sai de dois anos de recessão com quase 8% de perdas nesses 2 anos para um crescimento modesto, mas positivo em 2017 (+0,48%) , alcançando 2,5% em 2018; já o crescimento industrial sai de uma faixa fortemente negativa para + 1,22% em 2017 e +2,10% em 2018.Os estragos que a administração Lula – Dilma fizeram começam a ser – a duras penas – superados. Todos brasileiros, dos ricos aos pobres, pagam um preço alto por esses estragos.
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